Pedro Miranda já estreou no mundo das publicações jurídicas. Já escreveu vários artigos em revistas especializadas e coletâneas. Portanto, de rigor, esta apresentação seria desnecessária. Entretanto, é com prazer que me desincumbo desta tarefa, pois se trata de um jovem processualista muito especial. Foi nosso aluno no mestrado da PUC-Pr e logo chamou a atenção por ser curioso, inteligente, estudioso. Escreveu este primoroso trabalho, que foi sua dissertação de mestrado, tratando de assuntos sobre os quais não versa a doutrina tradicional. Escolheu um tema de aparente irrelevância doutrinária, mas que consiste em recurso da maior relevância prática. Portanto, nada mais oportuno que autores se dediquem a examinar e a resolver problemas que ocorrem no dia a dia, muitos não resolvidos expressamente pela lei, à luz dos princípios do processo e do direito.Convencida de que este é o papel da doutrina jurídica, ou seja, o de resolver problemas, justificando racionalmente a solução dada, à luz do sistema, parabenizo o autor pela escolha do tema, pelo minucioso trabalho, e a Editora por, como tradicionalmente faz, proporcionar espaço a jovens processualistas. (Prefácio de Teresa Arruda Alvim Wambier)