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Chegamos a mais uma edição do nosso anuário de produção intelectual, o que indica o final de mais um ano. A sensação que temos provavelmente seja generalizada: o tempo parece correr cada vez mais rápido. Cada vez mais repentinamente percebemos (satisfeitos de um lado e assustados de outro) que estamos às vésperas das festas de final de ano etc. Parte do entusiasmo (e até de algum espanto) que nos contagia nesse período, tem também relação, queiramos ou não, com a expectativa de que estamos encerrando mais um ciclo e nos aproximando de outro recomeço (talvez por isso a nossa tendência quase instintiva de marcar e dividir em ciclos a passagem do tempo – e, com isso, a nossa própria trajetória).
A proposta do nosso anuário, que agora chega na sua quarta edição, tem muito disso: resgatar e ao mesmo tempo registrar pelo menos parte (se possível a melhor parte...) daquilo que a equipe de advogados do escritório produziu nesse ciclo de doze meses, normalmente se equilibrando na linha divisória entre a advocacia militante e a atividade acadêmica.
Os trabalhos, aliás, refletem bastante dessa origem peculiar. Todos têm algum ponto de contato com situações vivenciadas no cotidiano do escritório. Ou são trabalhos com feições mais acadêmicas, mas inspirados em questões que tiveram de ser desenvolvidas em algum caso concreto, ou são questões originariamente percebidas no plano acadêmico mas que foram aplicadas em alguma situação empírica. Também há trabalhos decorrentes de pareceres formulados ao longo do ano. Esse equilíbrio entre a teoria e a experiência dá aos textos, certamente, uma entonação diferenciada, o que talvez até contribua para que possam vir a ter alguma serventia extra muros.
Assim e sempre agradecendo a Deus por mais esse ano pleno de realizações, desejamos a todos os nossos amigos um ótimo Natal e que o ano de 2010 venha repleto de harmonia, saúde, paz e prosperidade.
(Da apresentação) |